
8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. Esta data foi estabelecida em 1910 lembrando o incêndio criminoso provocado pelos proprietários de uma fábrica em Nova Iorque, quando 129 operárias da indústria de tecidos foram queimadas vivas, por insistirem numa greve pela redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas diárias.
Desde o início, portanto a data lembra uma necessidade de luta por parte das mulheres para sair da situação de opressão em que vivem. Será que após estes quase cem anos a situação mudou tanto que não é mais necessário lutar contra a opressão e resta apenas “comemorar”?
Sabemos que não, podemos dizer que a condição subordinada da mulher, principalmente da mulher nas camadas mais pobres da sociedade, não mudou muito. Como não mudou, e às vezes até piorou, a violência sexual, física e moral, que é praticada contra as mulheres.
Desde o século XVIII, tornou-se comum os patrões contratarem o trabalho feminino, pagando salários mais baixos aproveitando-se da condição subordinada da mulher. Ainda hoje, na maior parte dos casos, as mulheres continuam recebendo salários menores que os homens mesmo executando a mesma função.
Além de serem mais exploradas no trabalho que os homens, na maior parte das vezes a mulher ainda é obrigada a cumprir uma outra jornada de trabalho quando chega em casa. No passado, a maioria das mulheres dependia financeiramente de seus maridos ou parceiros, e por isso muitas vezes eram obrigadas a aguentar agressões e humilhações numa vida infeliz. Hoje muitas mulheres não têm mais que se submeter a isso, mas em compensação acabam tendo que cuidar da casa e dos filhos sozinhas.
Por tudo isso e muito mais, pensamos que a única coisa que temos para comemorar no 8 de março é a luta de tantas mulheres por sua libertação. Como são oprimidas duplamente, as mulheres têm que lutar mais que os homens, sua luta não só é maior como é uma luta mais completa pela liberdade.
Na sessão solene especial da Câmara Municipal fiz uma homenagem a ANÁLIA PINHEIRO DE ANDRADE, uma mulher de fibra, luta, coragem e muita determinação. Falar das Mulheres é muito difícil, dizer algo para as mulheres que não existem palavras para expressar todo o seu merecimento. Minha homenageada Anália, mãe de 9 filhos, moradora desde 73, dirigente do Círculo de Oração da Igreja, que muitos são agraciados pelas suas orações. Que muitos são também são alcançados pelas suas obras sociais nos bairros periféricos da cidade. Fique muito feliz porque estavam todos meus colegas vereadores com o único objetivo a de homenagear as mulheres que como mães, esposas e filhas são um exemplo. Que está Bíblia a história da criação da mulher da costela do homem, o que foi importante para a formação da família. É de grande inportância aparticipação da mulher na sociedade e na constituição da comunidade.